sexta-feira, 6 de julho de 2012

Seleção de estudantes de SP para atuar em comunidades ribeirinhas de Rondônia


O Napra

O Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia é uma organização privada sem fins lucrativos que mobiliza estudantes universitários, profissionais e moradores de comunidades ribeirinhas para propor ações integradas para questões socioambientais da Amazônia brasileira. Acreditamos que qualquer ação visando à conservação da floresta deve ser desenvolvida em estreita parceria com as comunidades tradicionais que a habitam. Essas comunidades são as principais prejudicadas pelo desmatamento, já que vivem integradas com a floresta e dependem dela para sobreviver. Apoiá-las para se tornarem efetivas guardiãs da Amazônia é o nosso grande objetivo.
A organização é composta por profissionais formados e estudantes de diversos cursos de importantes instituições de ensino superior, motivados em trabalhar com as comunidades e fazer a diferença pela conservação da floresta. Os associados passam por um intenso processo de formação que inclui tanto atividades preparatórias para a atuação com as comunidades quanto a vivência e trabalho com essas populações e suas diferentes culturas. A ideia é que essas pessoas – que podem vir a ocupar posições de destaque na sociedade – se tornem multiplicadores dessa causa, incorporando os aprendizados obtidos por meio da atuação no NAPRA em outras esferas de suas vidas pessoais e profissionais.
As comunidades diretamente apoiadas se localizam no norte do estado de Rondônia, zona rural do município de Porto Velho, em uma extensão de aproximadamente 200 quilômetros às margens de um dos mais importantes rios amazônicos – o rio Madeira – e nas proximidades de 3 Unidades de Conservação Federais. As equipes atuam de forma transdisciplinar e em estreita parceria com os moradores das comunidades. As ações desenvolvidas buscam melhorar as condições de saúde, gerar trabalho e renda de forma sustentável, aprimorar a educação e fortalecer a organização social das comunidades. Anualmente, cerca de 2000 ribeirinhos são diretamente beneficiados pela atuação do NAPRA.
Para saber mais acesse http://www.napra.org.br/






Exposição Amazônia Ribeirinha


AMAZÔNIA RIBEIRINHA

A exposição fotográfica Amazônia Ribeirinha: Meio Ambiente e Comunidades do Médio Solimões é o resultado da expedição do fotógrafo e jornalista goiano Rafael Castanheira pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá e Amanã no Estado do Amazonas. Em linguagem documental, o ensaio constrói um discurso que narra, através de 72 fotografias (coloridas e preto-e-branco), todo o trajeto da pesquisa, desde a saída do barco até seu retorno a cidade de Tefé, em entre os meses de julho e agosto de 2004. A exposição foi primeiramente realizada em junho de 2005 no Quartel do Vinte durante o VII FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental na Cidade de Goiás. Em seguida, entre outubro e novembro do mesmo ano, esteve na quarta edição do FotoArte – Brasília, consagrado como um dos maiores eventos de fotografia da América Latina. Também esteve na Galeria Marina Potrich em Goiânia.

O projeto conta com o apoio do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) e da Marina Potrich Galeria de Goiânia. 



Amapá, terra das águas (Globo Repórter 2007)




Reportagem de 2007 mostrando o Amapá, a Região do Sucuriju, manguezais e Lago Piratuba.

Mensageiras da Luz - Parteiras da Amazônia - Parteiras do Amapá (2003)



Nas nossas comunidades ribeirinhas da Amazônia não há hospitais. O modo tradicional das crianças virem ao mundo é por meio das mãos iluminadas de nossas mães parteiras!!!

Neste documentário, o diretor Evaldo Morcazel mostra o cotidiano das parteiras do Amapá, aborda temas como miscigenação, espiritualidade, ecologia, técnicas de parto e muito mais. Mensageiras da Luz -Parteiras da Amazônia é um relevante retrato da ação e importância destas mulheres guerreiras da Amazônia, a muitas e muitas  gerações.

Comunidades ribeirinhas viventes em Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas

quinta-feira, 5 de julho de 2012

NossaCasa de Cultura da Amazônia ribeirinha presente na Cúpula dos Povos(RJ)




De 15 a 21 de junho a Barca das Letras levou a cultura ribeirinha da Amazônia para ser vista pelos diversos povos do mundo todo que estiveram participando da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Evento paralelo à Rio +20, organizado pelos movimentos sociais e ativistas de todo o mundo que lutam, cada um com suas armas e jeitos, por uma mundo mais humano, justo e solidário. E claro, mais uma vez, o Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania esteve lá, marcando presença, levando as a cultura ribeirinha amazônica para ser vista, filmada, fotografada, entendida pelas gentes presentes e, buscando uma ação efetiva a favor de nossas comunidades cuidadores da Amazônia: a doação de livros para nossas crianças ribeirinhas.





Durante 7 dias seguidos, a Barca da Letras esteve aportada no meio do caminho dos que passavam para lá e para cá, em constante movimento na Cúpula dos Povos, tendo à sua frente o majestoso Pão de Açucar, no meio de coqueiros, à beira da Baía da Guanabara, enfim, no seio da mãe natureza viva. E, cada dia foi montado um cenário, uma intervenção diferente, colorida, diversa, alegre, para chamar a atenção das milhares de pessoas presentes e, assim, desesconder nossas comunidades ribeirinhas. Foi a mesma intervenção feita durante o Fórum Social Temático em Porto Alegre, preparatório para a Cúpula dos Povos, que trouxemos para o RJ: a NossaCasa de Cultura da Amazônia. E o carro-chefe, como sempre, foi a Biblioteca Itinerante Barca das Letras, que esteve, durante os dias ensolarados, arrecadando livros para serem distribuídos gratuitamente para a criançada das comunidades ribeirinhas do Amapá e Pará. Foram quase mil livros ao final, os quais começarão a ser distribuídos ainda neste mês de julho, no Pará.

Livros arrecadados já embalados
seguindo  de  ônibus para Belém

Veja aí as outras atrações trazidas para a Cúpula dos Povos :

rio+20 cupula dos povos 18jun12 270rio+20 cupuladospovos16jun12 052rio+20 cupula dos povos 18jun12 274P1060545Rio+20 cupula dos povos 21jun12 318rio+20 cupula dos povos 18jun12 271
P1060533P1060583rio+20 cupuladospovos16jun12 040Rio+20 cupula dos povos 21jun12 402Rio+20 cupula dos povos 21jun12 371rio+20 cupula dos povos 18jun12 235
Rio+20 cupula dos povos 21jun12 346P1060506P1060531Rio+20 cupula dos povos 21jun12 398P1060567rio+20 cupula dos povos 18jun12 272
Rio+20 cupula dos povos 21jun12 344rio+20 cupuladospovos16jun12 041DSCF1640P1060585rio+20 cupula dos povos 18jun12 203Rio+20 cupula dos povos 21jun12 368
RIO+20-Cúpula dos Povos(RJ), um álbum no Flickr, basta clicar em qualquer foto e boa viagem.



- artigos usados no dia a dia das nossas comunidades ribeirinhas, como mosqueteiro(usado na rede contra mosquitos), lamparina(candeeiro), remo, canoa etc

- exposições fotográficas das comunidades já visitadas pela Barca das Letras desde 2008, localizadas nos Estados do Amapá, Pará e Roraima;

- Varal e Teia da Poesia com fotopoemas indígenas do Coletivo Arteliteratura Caimbé de Roraima; poesias que falam das comunidades ribeirinhas de Ourém do Pará, doadas pelos poetas Neuton Chagas e Rozana Barros; poesias dos poesias feitas pelas poetas que participavam da Cúpula e se identificaram com a cultura ribeirinha, como a Evangelista(SP), Joana D'Arc(RJ);

- recitação de poesias na Rádia Megafônica NossaCasa Amazônia Livre por vários poetas do Ceará, Piauí, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Pará, Minas Gerais;

- animação com o Palhaço Ribeirinho e sua Rádia Megafônica NossaCasa Amazônia Livre;

- diversas pessoas ajudaram a escrever coletivamente a Carta à Cúpula das Crianças Ribeirinhas da NossaCasa Amazônia, a qual será entregue durante as ações da Barca das Letras nas comunidades;

- rodas de conversas com ribeirinhos presentes na Cúpula dos Povos e também com outros povos de comunidades tradicionais/originárias;

- apresentações de artistas populares participantes da Cúpula dos Povos, no Amapalco;


- muitos contatos, uma rede com pessoas interessadas em conhecer mais da nossa cultura ribeirinha e de trocar saberes, sabores, cheiros, fazeres, dizeres, literaturas, poesias. Gentes do Brasil, da América Latina  e até da África! Maravilhoso!


E assim foi mais uma intervenção em prol dos nossos povos ribeirinhos, sobretudo, de nossas crianças ribeirinhas, futuros e atuais cuidadores da floresta amazônica, de nossos rios, que são mais do que vinte na NossaCasa Amazônia!!!




Jonas Banhos
mochileirotuxaua.blogspot.com.br
barcadasletras.blogspot.com.br



Norte Energia tem 15 dias para incluir ribeirinhos em reassentamento coletivo com acesso ao rio



A Defensoria Pública do Estado do Pará, através do Grupo Especial de Trabalho Belo Monte, obteve duas decisões liminares que beneficiam a população tradicional ribeirinha que morava às margens do Rio Xingu e que foi compulsoriamente retirada de suas terras, sem qualquer indenização, pela empresa responsável pela construção da Hidrelétrica Belo Monte. A decisão é da juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Altamira e atende o pleito da Defensoria Pública, que na ação judicial foi representada pela Defensora Pública Andréia Macedo Barreto.
A juíza de Altamira determinou, em liminar, que o Consórcio Norte Energia S/A providencie a inclusão de José Luís Nogueira da Costa no Plano de Atendimento ao Atingido pela Hidrelétrica Belo Monte, “de modo a ser inserido no reassentamento coletivo, que possibilite o acesso ao rio, além de prestar o devido acompanhamento social, até ulterior decisão deste Juízo”.



De acordo com a Defensora Pública, Andréia Barreto, essa decisão é importante, porque constitui uma resposta positiva do judiciário paraense, resguardando os direitos dos atingidos pela Hidrelétrica Belo Monte. Para a Defensora, “a decisão atendeu o pleito da Defensoria, que é garantir o direito aos territórios da população tradicional agroextrativista ribeirinha. Essa população necessita do rio para a sua reprodução social e isso precisa ser observado pelo empreendedor”. Acrescenta, ainda, que “a vida dos ribeirinhos não será a mesma, porém, a Defensoria Pública busca mitigar esses impactos, sendo o rio um elemento natural fundamental em todo esse processo”. Além dessas duas ações existem outras que aguardam apreciação dos pedidos liminares. 


Veja mais em http://www.xinguvivo.org.br/2012/07/05/norte-energia-tem-15-dias-para-incluir-ribeirinhos-em-reassentamento-coletivo-com-acesso-ao-rio/